São 3h17 da madrugada e voltas a ouvi-lo
Cróc. Cróc. Cróc.
Não precisas de acender a luz: já sabes o que é. Levantas-te às escuras, tiras-lhe da boca o saco do supermercado que te esqueceste de arrumar e metes-lo numa gaveta. Pela enésima vez este mês.
«Mas porque é que ele faz isto?», pensas enquanto voltas para a cama.
Há meses que dás aquilo por uma mania esquisita. Uma chatice, nada mais. Como se ele o fizesse de propósito para te irritar.
E é precisamente aí que quase todos os donos de gato se enganam. Porque aquilo que o teu gato faz às três da madrugada não é teimosia. É um aviso. E a maioria demora mais de um ano a perceber — quase sempre na consulta do veterinário, com um orçamento na mão.
Ao início parece só uma mania esquisita
Começa com o do costume. O saco do supermercado. O plástico do pão de forma. A fita-cola das encomendas. Se faz barulho, ele quer.
E deixas passar, porque achas que é coisa dele. Como os gatos que ficam obcecados com os elásticos do cabelo ou com as caixas de cartão. Inofensivo. Até tem piada.
Até que os estragos começam a sair caros.
O carregador do telemóvel: 25€.
O cabo dos auscultadores: 45€.
Mais dois pares de auriculares: outros 70€.
Por isso começas a esconder coisas. Arrumas os cabos, compras capas protetoras — e ele come-as também. Experimentas o spray amargo da loja de animais, e ele lambe-o como se fosse um petisco.
Compras brinquedos. Montes de brinquedos. Na esperança de lhe desviar a atenção para outra coisa qualquer.
Não funciona nada. E tu continuas convencida de que é um problema de comportamento.
A consulta de rotina que te corre mal
É a consulta anual. Vais com a ideia de entrar e sair em vinte minutos. Mas o veterinário abre-lhe a boca, fica a olhar uns segundos e pede-te para te chegares mais perto.
«Vês esta acumulação na linha da gengiva? E como está vermelha e inflamada aqui? Isto é doença periodontal em fase 2.»
Sentes o chão a fugir-te. O teu gato tem dois anos.
«Ele rói coisas lá em casa? Sacos, cabos, cartão?»
«A toda a hora. Pensava que era teimosia.»
«É esse o primeiro sinal, e quase ninguém faz a ligação. Quando um gato não tem com que limpar os dentes de forma natural, morde por instinto a primeira coisa que lhe ofereça resistência. É a maneira que ele tem de tentar arrastar a placa e aliviar a gengiva inflamada.»
E depois chega o orçamento.
Destartarização sob anestesia: 190€
Extração de três dentes: 210€
Análises pré-anestésicas: 85€
Radiografias dentárias: 60€
Medicação e consulta de revisão: 35€
Total: 580€.
Não te estava a chatear: estava a pedir-te ajuda
«A boa notícia é que apanhámos isto a tempo», diz-te o veterinário. «Se se deixar andar, as bactérias da boca passam para o sangue e ao fim de alguns anos podem acabar por afetar o rim e o coração.»
Mas tu já não o estás bem a ouvir, porque começaste a rever tudo para trás.
As noites em que te levantaste para lhe tirar o plástico da boca.
As vezes em que lhe atiraste um «NÃO!» lá da cama por estar outra vez com os cabos.
Todos os sinais que deixaste passar porque te pareciam uma maçada.
E ele passou meses a pedir-te ajuda da única forma que sabe: a roer o que fosse para aliviar uma comichão e uma dor que tinha dentro da boca e que tu não conseguias ver.
O sinal que quase ninguém associa aos dentes
Em liberdade, os gatos roem casca de árvore, ossos e caules duros. É assim que limpam os dentes, massajam as gengivas e satisfazem um instinto que trazem gravado de fábrica.
O teu gato de apartamento não tem nada disso à mão. Por isso improvisa.
Rói aquilo que lhe der a resistência e a textura que a boca lhe está a pedir: sacos, cabos, cartão, tecido. O que apanhar.
Não é um problema de comportamento. É um instinto metido no ambiente errado.
E entretanto a placa vai-se acumulando em silêncio. A gengiva inflama. A partir dos três anos, a maioria dos gatos já arrasta algum grau de doença periodontal — e os donos nem deram por isso.
Há uma maneira muito gráfica de perceber isto, e é a que muitos veterinários usam: imagina passares dois anos sem lavar os dentes. É exatamente isso que está a acontecer neste momento dentro da boca do teu gato.
O que dá a volta à história: a matatabi
A matatabi é um arbusto que cresce nas montanhas do Japão e que lá se dá aos gatos há séculos. O interessante é o que provoca: uma resposta instintiva em cerca de 80 % dos gatos, segundo o maior estudo publicado até hoje.
Ao contrário da erva-dos-gatos, que bem mais de um terço dos gatos ignora por completo, a matatabi funciona em quase todos. Até nos mais esquisitos, que ignoram absolutamente tudo o que lhes compras.
Mas o que interessa mesmo não é a planta em si. É o que os gatos fazem quando a têm à frente.
Agarram-na. Esfregam-se nela. E, acima de tudo, roem-na.
A madeira natural dá-lhes exatamente a resistência que a boca deles anda a pedir. A fibra vai-se lascando e arrasta a placa a cada dentada. E o aroma provoca-lhes primeiro uma euforia e depois uma calma que dura um bom bocado.
É, basicamente, aquilo que eles andam a pedir desde o princípio.
Porque é que os paus Vidatabi resultam mesmo
Os paus dentários de matatabi Vidatabi não são mais um brinquedo para entreter o gato durante dez minutos. Foram pensados para lhe dar exatamente aquilo que lhe falta em casa.
Madeira de matatabi de primeira. É a que dispara o instinto de roer na grande maioria dos gatos, incluindo muitos dos que ignoram a erva-dos-gatos.
Tripla textura que limpa enquanto ele brinca. A madeira, a corda natural e a ráfia trabalham em conjunto para arrastar a placa enquanto ele rói, até nos cantos onde nenhuma escova chega.
Redireciona o roer destrutivo. Em vez dos cabos, do plástico e dos pés do sofá, rói uma coisa segura que ainda por cima lhe faz bem aos dentes.
É higiene dentária disfarçada daquilo que ele mais gosta de fazer no mundo. Ele acha que está a brincar; tu sabes que lhe acabaste de poupar um desgosto.
O que gostavas que te tivessem dito antes e não depois
Se pudesses avisar o teu eu de há um ano, dir-lhe-ias exatamente isto:
«Não deixes passar esses sinais. O que o teu gato faz não é ao acaso nem é para te chatear. É o corpo dele a pedir-te o que precisa. Dá-lhe uma coisa natural para roer — antes de o estrago já não ter volta a dar.»
Porque quando finalmente lhe dás o que lhe falta, a mudança nota-se lá em casa em poucas semanas: o hálito deixa de dar cabo de ti quando ele te sobe ao peito, os cabos sobrevivem e ele volta a andar pela casa com uma energia que já há muito não lhe vias.
Não esperes que te ponham à frente um orçamento de 580€. Os sinais já lá estão há meses. Dá ao teu gato aquilo que ele te anda a pedir enquanto ainda vais a tempo.
Neste momento tens os paus Vidatabi com desconto para novos clientes e com 90 dias de garantia de devolução: se ao teu gato não lhe disserem nada, devolvemos-te o dinheiro sem perguntas. Entregamos em todo o país e pagas quando recebes em casa.
O teu gato — e a tua paz de espírito — vão agradecer-te.